História do Piso de Madeira

Os primatas, nossos antecessores utilizavam-se das árvores como moradia. Estas os abrigavam o suficiente, porém as grutas ou as moradas construídas (tocas, cabanas,...) se tornaram mais eficientes para os moradores. Nestes tempos a madeira já era utilizada como material de construção. Pilares e vigas foram descobertos na pré-história em várias civilizações, antes do fogo. Não podemos falar do uso da madeira sem especificar cada civilização. 

Cada clima, terreno, cataclismos que determinavam um método diferente no uso da madeira. O ser humano viu neste elemento uma fonte de intermináveis aptidões. A madeira flutua, portanto os primeiros barcos surgiram historia da madeiradela e se aprimoraram com o tempo. É fácil de trabalhar, logo utensílios domésticos, ou de trabalho, móveis, e esculturas, ... Cada local com os seus tipos de árvores, adaptou suas necessidades ao que lhe era disponível. 

A madeira era utilizada pura ou combinada com outros elementos como o barro, a palha, a pedra, o ferro,... Algumas civilizações onde o uso da madeira na arquitetura se destacou de formas diferentes: O Extremo Oriente, com uma arquitetura leve e que é feita para suportar os terremotos freqüentes, portanto é feita de encaixes frágeis mas resistentes. Já a arquitetura Norueguesa é caracterizada pela largura das paredes capazes de isolar o frio, uma macividade na construção, bem diferente da Oriental, porém muito interessante o diferente tipo de uso.

Extremo Oriente

As civilizações orientais levam consigo a fama de “mistério”, do “desconhecido”, de crenças fortes, uma cultura rica que permanece praticamente intacta. Em alguns lugares podemos ter a impressão que globalização não existiria nunca nestes locais. Pois a cultura enraizada é muito forte. Por isso a História da Arquitetura Oriental ainda é pouco conhecida. 

Os cataclismos ajudaram muito a ocultar o passado, e dificultar a datação das obras (pois depois de incêndios, ou terremotos,...), com todos os cataclismos que as cidades tiveram (e têm) que passar, e ainda que mesmo destruído os orientais possuem o dom de reaproveitar (os elementos se mantêm, e por isso fica difícil datar alguma coisa). A madeira exposta à variação climática pode não se perpetuar, porém temos alguns exemplos de construções japonesas que datam de 670 e 714. Nessa arquitetura o que é mais valorizado é o térreo (símbolo da terra), e o telhado (símbolo do céu). 

Dos países orientais o que mais se destaca é o Japão no extremo oriente. Pelo fato de ser isolado pelo mar e pelo oceano, este complexo de ilhas tornou-se impenetrável, logo conservou-se por muito mais tempo. 

Tendo como arquitetura inicial a chinesa e a coreana, manteve-se fiel (enquanto que os outros não). Civilizações Europeias Uma arquitetura marcante em madeira, é a Norueguesa, onde há muitas florestas, e o clima é frio. Os habitantes dali utilizavam a madeira como principal elemento construtivo devido ao seu caráter de isolante térmico. 

Além das casas os Vikings (civilizações anteriores da mesma região) utilizavam a madeira na construção de seus barcos: Drakkars. O estilo mais utilizado nas casas Norueguesas é o “laft”, onde as paredes são erguidas com troncos empilhados horizontais de madeira. 

O isolamento total era obtido com ripas coloridas entre os troncos, ou uma pasta elaborada (nas casas mais pobres). A casa permanecia inabitada por um ano aproximadamente para que os troncos se assentassem uns nos outros, o que fazia com que as casas perdessem alguns centímetros de altura. As esquadrias são colocadas depois.

História da Madeira no Brasil

Antes da chegada dos colonizadores portugueses as terras Brasileiras estavam totalmente cobertas por florestas e matas (praticamente virgens). Os únicos homens que habitavam esta área eram os Índios. Estes usufruíam do espaço de uma forma muito diferente da Européia. A derrubada de árvores, por exemplo se dava em escala muito pequena, e em áreas pequenas. Apenas o espaço suficiente para montar uma aldeia e cultivar a terra. A madeira extraída era utilizada nas edificações e nas fabricações dos meios de transportes. A enorme variedade de espécies “arbóreas” permitia inúmeros usos: tinta, canoas, vigas, pilares, armas de caça, instrumentos musicais, instrumentos de trabalho,... 

Com a chegada dos Portugueses a extração da madeira se tornou uma atividade econômica altamente rentável (já que no início a colônia não descobriu as riquezas minerais do Brasil) a madeira se tornou o principal produto de exportação). Além do valor econômico da madeira a nova população utilizava-se dela para elevar suas cidades e construir seus meios de transportes. A arquitetura inicial era basicamente feita com madeira, utilizando as técnicas indígenas locais. 

Como os índios (muitos deles ) foram escravizados, pode-se compreender o porque de tanta miscigenação arquitetônica no período colonial. Pois as formas eram praticamente europeias, porém as técnicas construtivas em madeira, e o vasto conhecimento das possibilidades desta, era indígena. A colônia inseriu seus utensílios de trabalho, suas crenças, seus formatos de cidades, mas manteve o material e as técnicas locais. Os carros de boi, carroças, barcos maiores, casas maiores,... utensílios domésticos ferramentas e armas eram elaborados de acordo com os europeus. Com o tempo, a extração da madeira além de servir como produto de exportação servia como matéria prima para a produção de energia. 

O que fez com que a devastação fosse bem mais acentuada. A madeira deixou por um bom tempo de ser utilizada nas construções para ser queimada nas embarcações que passavam pelo litoral brasileiro. Na arquitetura ficou rebaixada à estrutura, e as casas tendo o adobe e a taipa, como revestimento. Como pôde-se ver a madeira esteve sempre muito relacionada com a colonização tanto que o nome do país se deu por causa da madeira que produzia os pigmentos vermelhos exportados para o mundo, o Pau-Brasil. Utilização e Sustentabilidade Decoração com MadeiraA madeira é um material que sempre ocupou lugar de destaque na história dos povos. Abundante na natureza possui grande diversidade de textura e cor, sendo largamente utilizada para os mais diversos fins, possibilitando ainda, infinitas combinações de trabalhos e aplicações ornamentais e de decoração. Desde os mais remotos tempos a madeira vem sendo utilizada pelos homens, tanto em seus projetos de conquista do mundo nas construções de embarcações como nas construções de suas moradias, sendo esta utilizada desde a estrutura até o acabamento e decoração, encontramos projetos de madeira que atravessaram os séculos.

A utilização de assoalhos, tacos e forros de madeira constituem uma antiga prática construtiva, muito observada em casas de fazendas ou casarões coloniais. O conforto, a qualidade de vida e o retorno á natureza são pré-requisitos importantes na escolha de uma nova moradia. Muitos encontram respostas a estas questões numa casa bem decorada e aconchegante, os pisos de madeira caíram no gosto dos brasileiros, sendo largamente utilizada tornando mais nobre o ambiente e valorizando o patrimônio. O piso de madeira respira, absorve e expulsa a umidade e, desta forma, ajuda a regularizar a umidade interior do ambiente. As propriedades acústicas são ótimas, a madeira absorve as ondas que recebe, criando um ambiente silencioso, o que contribui para reduzir o estresse dos seus moradores, proporciona ainda isolamento térmico, garantindo conforto e segurança ao usuário. Suas variações de desenhos e texturas criam formas únicas, sendo praticamente impossível copiá-las. Como não apresentam semelhanças entre as peças, formam um projeto exclusivo. 

Além disso, a madeira é um dos poucos produtos que envelhecem naturalmente sem apresentar aspecto artificial, e ao longo dos anos vem ultrapassando todas as tendências e modismos. A madeira é um material renovável na natureza, com excelentes características físicas e mecânicas, que produz resíduos úteis para produção de energia limpa, contribui para reduzir a quantidade de carbono na atmosfera e substitui materiais com altos gastos energéticos e de recursos naturais na sua industrialização. De acordo com o tipo de produto, o carbono é mantido estocado por distintos tempos de vida. Além disso, o material que armazena carbono e é descartado, não se transforma imediatamente em emissões, pode manter-se sólidos nos aterros sanitários por longos períodos de tempo ou ainda ser empregados para produzir energia. Os estoques de carbono podem passar das áreas de florestas para os produtos florestais, sem que haja emissões significativas de Gases de efeito estufa (GEEs).